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domingo, 12 de abril de 2015

É hora de compartilharmos tempo!


Dentro de uma perspectiva apenas linear do tempo, é comum a representação gráfica em formato de pizza, ao analisarmos a distribuição do nosso tempo ao logo de um dia, uma semana ou qualquer outro período.  Acho que o exemplo abaixo ilustra bem este formato.

Mas será que num mundo cada vez mais interdependente, esta representação continua sendo suficiente?

Todos nós temos diferentes papéis na vida. Somos chefes, subordinados, profissionais, pais, filhos, esposos, namorados, fiéis, torcedores, vizinhos, colegas, afiliados, etc. Nós não somos divisíveis e estes papéis se entrelaçam, acontecem simultaneamente e nos demandam tempo.

A interdependência cresce no contato que mantemos com os outros, em cada um desses nossos papéis. “Para a maioria de nós, a maior parte do tempo é usado na comunicação ou interação com outras pessoas” e o número dessas interações só faz aumentar.

Quanto mais oportunidades de contato, reais e virtuais, no trabalho, em casa, e nos círculos de amizades, mais nos defrontamos com a diversidade de ideias, de experiências de vida, de etnias, de origens geográficas, de classes sociais. É um mosaico que torna tudo mais complexo. Não podemos desconsiderar a importância do outro, em nossas vidas.

Como seria então uma distribuição orgânica do nosso tempo interdependente, uma nova versão da “pizza do tempo ” acima?  Uma “pizza” que deixa de lado o egoísmo e nos motiva a conjugar melhor o verbo compartilhar, como resumido na figura abaixo:


Tempo de compartilhar força criativa e energia

É uma nova maneira de se encarar nossas atividades produtivas, nosso trabalho, com foco na inovação, no coletivo, na integração, na confiança mútua.

Tempo de compartilhar emoções

É a hora do amor, do prazer, do lúdico, da troca, da música, do afeto, da alegria, dos relacionamentos de verdade. É o contato com a família, amigos, diversão, auto expressão, redes sociais. É a volta à infância, ainda que por poucos instantes.

Tempo de compartilhar conhecimentos e valores

Se a característica mais importante do profissional – e eu me atreveria a dizer, dos seres humanos - nestes novos tempos, é sua capacidade de aprender, o tempo dedicado a compartilhar conhecimentos se reveste de particular importância.

Tempo de se cuidar

Aqui, a lista é ampla. Inclui os cuidados com o corpo e com a saúde, que não deixam de ser um pré-requisito para um bom desempenho em todas as demais facetas do nosso cotidiano; os cuidados com o nosso bem estar- o que comemos, o nosso conforto, as indulgências que proporcionamos a nós mesmos para nos sentirmos melhor); os cuidados com a mente/espírito – a conexão com o sagrado, a reflexão, a meditação, a transcendência. Muitas dessas atividades podem ser feitas compartilhando experiências com outras pessoas. Por que não?

Sendo uma perspectiva orgânica, estes tempos se interpenetram constantemente, nos conduzindo a um olhar diverso do habitual, em que a premissa é que estamos todos de fato interconectados, como nos ensina a física moderna. Não se trata de uma negação da nossa individualidade mas, sim, um olhar novo, mais generoso, que pode ser estimulante e criativo, nesta nova realidade de um mundo interconectado e interdependente.



quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Depoimento de uma leitora em pleno Sabático



Recebi hoje este gratificante depoimento de uma leitora do livro Tempo Orgânico. Nele, a gente constata a importância de uma Pausa nas nossas vidas, para refletir e para melhor desenhar o futuro. A Cecília se deu de presente um tempo sabático e está encontrando o seu caminho, com ajuda de diferentes olhares sobre ela mesma, sobre os outros, sobre tudo que a cerca e, principalmente, canalizando tudo isso para suas próprias descobertas e revelações. Fico MUITO feliz em estar fazendo parte deste processo.    

Caríssimo Alvaro,

Estou para te escrever há algum tempo, mas...o tempo de sentar e compartilhar só chegou agora.

Venho de uma trajetória intensa, de desafios, conquistas, oportunidades, generosidade... e muitos aprendizados. E foi esse "caldo de cultura" que me levou a um tempo sabático, de reflexão, apropriação e desenho de uma próxima trajetória.

Foi prazeroso, instigante e divertido passar pelas páginas do livro. Váááários trechos poderiam ter sido escritos POR mim, e em muuuuitos outros tive a sensação de que foram escritos PARA mim.

Agradeço tanto a você, o autor, quanto ao Paulo, o emissário, por me trazerem essas reflexões e indicações.

Não tenho dúvida de que é possível e....tudo leva a crer que o melhor caminho começa por mim.

Com carinho e gratidão,

Cecília

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Por que você odeia o trabalho?

Uma recente matéria publicada pelo New York Times, com o sugestivo título "Why you hate work" (Porque você odeia o trabalho) traz um cenário inquietante sobre a relação das pesssoas com o trabalho. O artigo usa como referência uma pequisa realizada com mais de 12.000 pessoas em vários paises e que tem no quadro abaixo algumas boas explicações, comparando o que as pessoas têm (coluna da esquerda) ou não têm (coluna da direita) quando estão no trabalho. 



Em um mundo com demandas crescentes e recursos limitados, as pessoas estão trabalhando mais horas, passando o dia inteiro “escravizadas” por dispositivos digitais, e tendo menos tempo para refletir, renovar e priorizar. Como resultado, elas estão se sentindo cada vez mais esgotadas, estressadas e dispersivas. Esta não é uma forma sustentável de trabalho para os indivíduos ou para as organizações.

Muito se fala, hoje, que o tempo virou um luxo. Quando se observa o seu impacto sobre a produtividade - de indivíduos e de organizações-  e sobre a falta de realização pessoal no trabalho, onde as pessoas passam grande parte do seu dia, a suspeita é de que  mais do que luxo, o tempo se tornou, mesmo, uma das questões mais críticas da nossa sociedade.  

domingo, 9 de fevereiro de 2014

TODO DIA ELA (ELE) FAZ SEMPRE SEMPRE IGUAL


Assim Chico Buarque começa seu genial - mas melancólico- “Cotidiano”. Muito provavelmente você não concordaria se alguém descrevesse seu dia a dia, como o da personagem da música, independente de você ser “ela” ou ser “ele”. Ninguém gosta de ser repetitivo, redundante, até meio chato.

O nome deste “fazer sempre igual” é “hábito” e nós somos uma formidável máquina de gerá-los. Uma pesquisa da Duke University descobriu que mais de 40% das ações que as pessoas realizam todos os dias não são decisões de fato, mas sim hábitos. E eles surgem, dizem os cientistas, porque o cérebro está o tempo todo procurando maneiras de poupar esforço. Se deixado por conta própria, o cérebro tentará transformar quase qualquer rotina num hábito, pois os hábitos permitem que nossas mentes desacelerem com mais frequência.

Os hábitos têm um importante papel. Criam estrutura e referências para nossas vidas. Precisamos destas repetições para nos sentirmos mais seguros. Faz parte da chamada zona de conforto, pois cada um deles nos traz alguma recompensa: física, mental ou emocional .

O problema surge quando estes nossos queridos hábitos se avolumam e esta zona de conforto nos imobiliza e começa a atrapalhar as nossas vidas. Aliás, numa civilização que nos convida à mudança diariamente, sem qualquer cerimonia, ficarmos reféns de nossos hábitos pode ter um preço nada agradável.

Quando se fala do tempo, então, este tema se torna muito crítico, já que todos nós estamos sempre frustrados com o tempo que temos, sempre querendo mais algum. Mas nem nos lembramos de hábitos do tipo “empurrar com a barriga até virar uma crise que leva muito mais tempo para ser resolvida”. Ou de deixarmos que as interrupções impeçam que tenhamos blocos de tempo contínuos para a realização de tarefas mais complexas (e que quando retomamos a tarefa sempre temos de dar um “rewind”, perdendo etapas que já tinham sido cumpridas).

No seu ótimo livro “O poder do hábito” Charles Duhigg vai fundo no assunto e nos demonstra que, por se formarem numa área muito específica do cérebro, os hábitos não podem ser simplesmente eliminados. Se desejamos, de fato, uma mudança, precisamos conhecer muito bem o hábito a ser “atacado” e deliberadamente desenvolvermos um outro hábito – que nos traga recompensa equivalente, e que possa se superpor ao anterior.

Dá um trabalhinho mas garanto que ninguém vai cantar essa música do Chico pra você.


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Atrasados x Apressados: duas faces de uma mesma moeda

O apressado come cru, diz o velho ditado. “Sushi , Sashimi, então?, perguntaria um desses acelerados um pouco mais mais distraídos. “Ou um sanduiche natureba, talvez”?

Suponho que a galera do fast food deve estar o tempo todo buscando alternativas para estas novas demandas por rapidez, tentando driblar as inconvenientes questões levantadas pelo mundo “saudável”.

O fato é que a pressa nunca esteve tão presente, numa “civilização” em que tanta coisa caminha para o tempo real, para o sincronismo absoluto, para o tempo de resposta imediato (já!!) , para a ansiedade em estado bruto. E, aparentemente, este exército de apressados crônicos não está nem aí para se está cru ou não. As principais vítimas costumam, ser elas mesmas, assoladas por fatores de stress insuportáveis.

Então tá. Mas e os atrasados? Seriam todos adeptos do movimento Slow Food? Desconfio que não. Conheço pelo menos dois tipos de atrasados crônicos. Há os portadores da “Síndrome de Noiva em dia de casamento”, ou seja, gostam de se fazer notar, calculando cuidadosamente seus atrasos, para gerar material para suas “storytellings”, que tentam sempre fazer soar como charmosas. E há os que parecem ter alguma disfunção do relógio interno e ainda por cima não levam muito à sério o que nos dizem os onipresentes mostradores digitais ou analógicos. Em ambos os casos, parecem “doenças” incuráveis, com o agravante de afetar outras pessoas (que nos esperam, ou melhor esperam para sincronizar-se conosco em alguma atividade).

É claro que um atraso aqui e acolá é sempre desculpável, ainda mais no meio de tantas variáveis e tantas pressões. Da mesma forma, é perfeitamente possível não se deixar “arrastar” nem contaminar pela ansiedade dos apressados, sempre a nos “cutucar”. Há até momentos em que eles se encontram, como por exemplo, num transito congestionado, a buzinarem insistentemente, uns contra os outros.

Enfim, ambos são faces da mesma moeda que é o desequilíbrio no uso do tempo nesses tempos de saturação e desperdícios.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

As cadeiras de balanço do Aeroporto de Charlotte


Cadeira de balanço em aeroporto? Pois é, nunca tinha visto. Ótima ideia!! Dei de cara com elas quando cheguei ao saguão central que une os 5 terminais do aeroporto, na Carolina do Norte, onde fazia um escala na volta ao Brasil. Nesta grande "praça" interna, sob árvores de verdade, ali estavam as cadeiras, branquinhas e acolhedoras.
Em frente a elas, as lojas, bares e restaurantes, com seu mobiliário habitual. Tive que ter um pouco de paciência até que consegui uma vaga para sentar e curtir. Foi uma delícia!!! Passei um par de horas totalmente relaxado, lendo meu livrinho e observando as pessoas. Uma coisa que me chamou a atenção é que raríssimos dos meus "vizinhos" de cadeiras estavam com seus notebooks ou tablets em punho. Parecia, de fato, que havia uma divisão entre as "tribos": a dos estressados, sentados às mesas ou à frente dos balcões dos bares, freneticamente digitando e "navegando" nos seus modernos dispositivos; e nós, ali, no vai e vem dos balanços, mais numa de descansar um pouco e desfrutar aquele momento, alguns dando um telefonema com sorriso nos lábios, outros simplesmente "dorminhocando".


É claro que, nas esperas junto aos portões de embarque, as poltronas eram as tradicionais. Mas, a caminho do meu terminal, ainda encontrei mais alguns exemplares desta inovação que nos demostra que a criatividade não precisa estar ligada a tecnologia.       

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Casa SOU.L Uma casa com alma e muitas coisas mais. Inclusive Tempo.


No coração da charmosa Santa Teresa, no Rio de Janeiro, acaba de ser inaugurada esta Casa que, não por acaso, junta Ser e Alma no mesmo endereço. Junta também conhecimento, valores, alegria, emoção e um propósito muito claro: inspirar pessoas a descobrirem seus talentos e paixões e a elas oferecer ferramentas para que possam fazer o que amam e terem impacto positivo no mundo. 
Os Cursos e palestras cobrem três áreas: Realização Pessoal, Autoconhecimento e Sustentabilidade. Em agosto, a Casa acolhe dois eventos criados dentro dos conceitos de Tempo Orgânico:

RESET - Como reinventar o uso do seu tempo. 

Haverá uma Palestra no dia 7/8 das 19:00 às 21:00 e um Workshop, nos dias 15, 19 e 21/8, das 19:00 às 21:30 
 
A Casa tem ainda o Arte Corpo Sou.l, um espaço de vivências para despertar a criatividade, atividades para o corpo, mente e alma, canto, dança e terapias para você entrar em contato com quem você é e se desenvolver de forma mais leve e saudável. 

Visite o site e explore novas possibilidades para você: http://casasoul.com.br/


domingo, 26 de maio de 2013

ESQUEÇA COMPLETAMENTE O QUE VOCÊ TEM QUE FAZER


Muito de nós temos caido numa armadilha que é "mortal" para o bom uso do tempo: certa pretensão de que podemos lembrar de "tudo" o que se tem para fazer. No mínimo, nós tentamos esta "missão impossível". Ou seja, mantemos consciência daquilo que faz parte das nossas listas de pendências. É uma espécie de jogo mental que insistimos em repetir.

A origem deste hábito é fácil de explicar. Fomos bem-sucedidos neste jogo, em uma certa época da nossa vida. Mas as coisas mudaram. O ritmo atual do trabalho e da vida particular e o volume de atividades e variáveis com as quais lidamos aumentaram, tanto que hoje é impraticável estar por dentro dessas "mil" coisas.

A preocupação constante com o que precisa ser feito, lembrar-se de "tudo", simplesmente nos sobrecarrega e nos estressa. Não conseguimos nos desligar nunca e temos cada vez mais dificuldades de nos concentrarmos no que estamos fazendo agora, sempre ligados neste processo de antecipação dos próximos "passos".

Uma ótima dica para melhor produtividade é portanto esquecermos todas as coisas que temos para fazer. Sim, esquecer. E manter o foco e a energia no que estamos realizando neste momento (nem que seja relaxarmos para deixar uma nova e criativa idéia fluir).

É claro que esta "coragem de esquecer" pressupõe um bom sistema de registro das informações, uma memória auxiliar para nos lembrar dessa infinidade de detalhes quando, e só quando, for preciso. Registramos o que tem que ser feito mais tarde e tiramos este dado da nossa "frente".

A tecnologia está aí para nos ajudar nisso. Vale para os softwares disponíveis nos nossos computadores (desktops ou notebooks) e vale, especialmente, para os aplicativos de smartphones, hoje cada vez mais comuns.

Para quem tem iPhone, por exemplo, veja nosso post: http://tempoorganico.blogspot.com.br/2013/04/apps-de-gerenciamento-de-tempo-iphone.html

Para quem está no mundo Android, veja muitas alternativas no link:
http://tempoorganico.blogspot.com.br/2013/04/apps-de-gerenciamento-de-tempo-iphone.html




sábado, 18 de maio de 2013

OS SURFISTAS SEGUNDO HARVARD


Uma das primeiras postagens deste blog aqui, ainda na fase "experimental", chamava-se "Os surfistas carecas". Nela, falava dos surfistas que hoje são também profissionais e executivos e que, mesmo sem tanto cabelo (ou com estes "prateando") continuam a praticar o esporte com o mesmo espírito de sempre: respeitam e cuidam do mar e das praias, sabendo que neles está a fonte do seu prazer e da sua diversão; sabem lidar com os ritmos da natureza - as ondas e as marés - e delas tomar partido para seu "desempenho; e reconhecem a importância de uma pausa para recarregar as "baterias" de vez em quando.

Ontem, li, no blog da Harvard Business Review, um interessante artigo de Peter Bregman, intitulado "O Inesperado Antídoto para a Procrastinação" (The Unexpected Antidote to Procrastination). No texto, o autor nos revela diversos insights que lhe ocorreram vendo surfistas pegando onda numa praia na Califórnia. O ponto de partida foi a constatação de que praticamente TODAS as manobras desses esportistas, acabam com eles...caindo no mar. Seja um exímio e experiente praticante, seja apenas um iniciante; seja um 360o, um Aerial ou um Tubo perfeitos, seja uma desatrada queda, não importa.

- "Em todos os casos, o surfista acaba dentro dágua. A única diferença é isto ser ou não uma surpresa para ele (ou ela)" comenta Bregman, convidando a todos nós a nos comportarmos com o mesmo espírito, assumindo riscos sem receios de falhar. Como no surf, "cair" faz parte da vida e que importa é aprendermos com esse mergulho e partirmos para a próxima onda com mais vontade e determinação.

Bregman convida então a leitor a parar com esta tão comum tendência que temos à procrastinação, muitas vezes apenas com o receio das consequências:

- "Aquela conversa difícil com seu chefe (ou colega, ou parceiro, ou esposa/marido) que você tem evitado faz tempo? Tenha hoje"!

- "Aquela proposta (ou artigo, ou email) que você tem deixado de lado? Comece agora"?

- "Aquele novo negócio (ou novo produto, ou novo investimento, ou nova estratégia) que você vem analizando e analizando e analizando sem parar? Dê partida nele".

E quando você "cair" (sofrer com as dificuldades e barreiras) - porque isto é inerente a assumir riscos - suba de novo na prancha e reme de volta para as ondas. É o que qualquer surfista- careca ou não - faz com toda a naturalidade e confiança.


Veja o artigo em:

http://blogs.hbr.org/bregman/2013/05/the-unexpected-antidote-to-pro.html

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Apps de Gerenciamento de Tempo (iPhone)

Abaixo, um apanhado de aplicativos populares para iPhone, destinados a ajudar na gestão do seu tempo. 

Toodledo (US $ 1,99) é um gerenciador de tarefas e lista de afazeres bem fácil de usar. 
Read it later Free - é como um DVR para a leitura do artigo. Quando você não tem tempo para ler um artigo, adicione à lista de leitura do programa e você pode acessá-lo offline em um momento posterior.
MindNode ajuda a criar mapas mentais de seus pensamentos. Crie, organize e edite suas ideias e, em seguida, exporte-os como documentos, imagens PNG, ou rescunhos de texto. Excelente para o planejamento do projeto ou brainstormings.
Easy Task Manager (grátis) - Este aplicativo de produtividade destina-se a facilitar o controle do que há pra ser feito. Écompatível e permite sincronização com múltiplos computadores.
Things ($ 1.99) usa uma abordagem de caixa de entrada de e-mail para a obtenção de sua lista de afazeres. Se você pode se acostumar a verificar a caixa de entrada do programa do mesmo jeito que seu e-mail, sua produtividade vai aumentar.
SugarSync (livre) faz juz ao nome. É um aplicativo doce que lhe permite sincronizar os dados entre todos os seus computadores, iPhone e iPad. Compartilhe arquivos através de e-mail e faça back ups de fotos automaticamente, tudo com um único aplicativo.
Erangler Checklist (US $ 0,99)- qualquer que seja a frequencia das suas listas de atividades (diária, mensal ou anual), Wrangler atende. O programa também cria templates de checklists usadao com freqüência (viagem, compras, etc).
Awesome Note (+ ToDo) ($ 3,99) combina anotações com gerenciamento de tarefas e sincroniza com o Evernote e Google Docs.
OmniFocus ($ 19,99) é um aplicativo robusto de gerenciamento de tempo, capaz de sincronização sem fio com vários dispositivos. Ele controla as tarefas por projeto, data, pessoa ou lugar, e inclui funções integradas de GPS, mapeando onde as ações precisam ocorrer.

Leia maishttp://blog.intuit.com/trends/top-10-time-management-ipad-and-iphone-apps/ ixzz2PEdtKke3

Fonte da ilustração: www.morningstarcomm.com   

quarta-feira, 20 de março de 2013

As oportunidades de tempo dos novos empreendedores


Está semana está sendo realizado, no Rio de Janeiro, o Congresso Global de Empreendedorismo, promovido pela Endeavor, organização que apoia empreendedores “de alto impacto”, mundo afora. Os números do evento impressionam. Mais de 1200 participantes, de 140 países estão presentes, atendendo a uma agenda diversificada e com lideranças expressivas contanto suas histórias e compartilhando sua experiências .

E muita gente de fora se mostra curiosa por entender o bom momento do empreendedorismo no Brasil, mesmo com as conhecidas barreiras burocráticas e fiscais que tem que enfrentar. Na verdade, o crescimento do setor tem sido fruto de um trabalho que integra a sociedade civil, os governos e a própria iniciativa privada. E têm tido bonitos "cases" para apresentar.

Dois depoimentos que me chamaram a atenção, ontem. Um de Octavio de Barros, Economista-Chefe do Bradesco, ao comentar as oportunidades que estão sendo geradas para novos empreendededores pela conjuntura atual. Segundo ele, com os salários em alta (e sem possibilidade de repassa-los) e com sérios gargalos na infraestrutura, a indústria é o setor da economia que tem tido sua competitividade mais afetada. Aí, a grande busca é por produtividade (fazer mais por unidade de tempo), para enfrentar produtos de outros países (aqui e lá). É claro que há a componente “tecnologia” a ser considerada – e muito. Mas Olavo destaca as oportunidades também nos processos que precisam ser continuamente revistos e numa nova perspectiva de se usar o tempo de indivíduos e de grupos, para que sejam obtidos os ganhos de eficácia de se tanto precisamos.

Os novos empreendedores tendem a ser mais rápidos nas suas decisões e por isso mesmo costumam também mais velozmente se ajustarem às mudanças dos ambientes onde atuam. Faz parte do seu DNA. Quem sabe têm algo a ensinar às grandes corporações industriais?

Outro depoimento interessante foi de Fabio Barbosa, CEO da Editora Abril. Sua lição aos jovens empreendedores foi sobre valores. De que não adianta a pressa de se se queimar etapas, se as decisões não estão fundamentadas em crenças pessoais coerentes e sólidas. Não adianta fazer coisas “discutíveis” sob o ponto de vista ético simplesmente “porque os outros fazem”. Lembrou ele , com propriedade, que cada decisão, tomada hoje, por um novo empreendedor, será julgada no futuro, certamente com o maior rigor que o futuro, desde agora, começa a nos sinalizar. É preciso, além de fazer mais por unidade de tempo, fazer melhor, por unidade de tempo.

Enfim, duas perspectivas de temporalidade que se complementam. Para os leitores deste blog, são visões que o conceito de Tempo Orgânico integra e valoriza. Certamente por isso eu tenha saído do evento, no início da noite, com uma gostosa sensação de leveza.

Clique aqui para mais detalhes sobre o Congresso

sexta-feira, 8 de março de 2013

Tempo e transformação em São Luiz do Maranhão




Estive em São Luiz para dar uma palestra sobre o tema "Como administrar seu tempo num mundo em transformação". Foi dirigida aos servidores públicos do Estado. O lado "em transformação" acabou assumindo um peso relevante, na preparação do conteúdo, ao constatarmos o significativo processo de modernização que está sendo empreendido na gestão do Estado.

Foi interessante fazerrnos a "ponte" entre estas mudanças nas organizações públicas e outros dois contextos: o dos permanentes avanços tecnológicos presentes nas ferramentas de comunicação e acesso à informação; e a necessidade de mudanças na relação dos indivíduos com o uso do seu tempo, na busca por maior produtividade, realização e qualidade de vida.


Uma das conclusões mais importantes do evento foi a resposta da platéia à provocação que fiz sobre qual seria o principal concorrente deles, já que não se tratava de empresa privada atuando em mercado competitivo. O TEMPO!!!! 

Como assim, você pode estar se perguntando? O tempo de resposta às demandas dos cidadãos que em geral estão se sentindo cada vez mais sem tempo e mais estressados (portanto mais sensíveis a quaisquer demoras); e as referências de tempo alcançadas por outras organizações públicas, nos seus processos de prestação de serviços, que servem de exemplo e incentivo.

Confesso que me senti muito animado e esperançoso em vivenciar e ouvir tudo isto. Valeu a viagem!!!

quarta-feira, 6 de março de 2013

TEM TEMPO SOBRANDO NAS AVENTURAS DE PI


É curioso. Uma das produções mais premiadas este ano por seus efeitos visuais - inclusive o Oscar- não tem o ritmo frenético dos filmes de ação ou ficção, que costumam usar e abusar desses recursos.

O tempo custa a passar para o jovem Pi, o personagem central da trama. Náufrago, perdido no Oceano Pacífico na companhia de seus medos e de um tigre, Pi tem que fazer um esforço às vezes sobre-humano para fazer o tempo passar.  É uma luta contra a monotonia, só quebrada pelos embates no interior do bote, nos inevitáveis enfrentamentos com o Richard Parker, o felino de nome tão desconcertante. Aí, o "bicho pega" (literalmente) e as cenas são de fato de arrepiar.

Mas, na maior parte da história, PI tem que usar toda sua criatividade, inteligencia, resistência física, psicológica, espiritual e sobretudo sua capacidade de aprender. Tudo para manter seu cérebro ativo e focado na sobrevivência, não se rendendo aos seus temores, nem ao lento passar das horas, minutos e segundos.

Para quem vive estressado, acelerado e reclamando que não tem tempo para nada, não deixa de ser uma lição importante estas percepções contrastantes. E não é preciso virar náufrago para sentir na pele esta outra perspectiva do tempo. Quem já teve que ficar internado num hospital - ou acompanhou de perto uma pessoa que passou por isso - sabe do que estou falando: o tempo custa muito a passar, mostrado que, de fato, este ritmo frenético hoje dominante na sociedade é algo muito relativo. Ou seja, isto tem jeito.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Curso Online traz nova abordagem para Administração do Tempo

Depois da publicação do livro Tempo Orgânico, nosso maior propósito no tema era criar um curso acessível, que pudesse ser disponibilizado de forma abrangente em todo o Brasil. Através do amigo João Henrique Areias - ele próprio em fase de produção de um ótimo curso online de Marketing Esportivo - fui apresentado à equipe do PreparaOnline, uma dinâmica e bem estruturada organização especializada em Ensino à Distância.

Foi uma experiência muito enriquecedora. No primeiro momento, o desafio era fazer uma fusão dos conteúdos de meus dois livros sobre Administração do Tempo, de modo a atualizar e balancear aspectos conceituais e práticos sobre o assunto. O segundo passo foi o planejamento e estruturação dos Módulos e Video-Aulas que compõem o programa, já contando com o apoio pedagógico da PreparaOnline, que também atuou na formatação dos slides e na criação de toda a parte visual dos materiais.  Depois, a divertida etapa de gravação das aulas em vídeo, ambientadas num belo cenário   tematizado.  
O Curso
Visa oferecer uma resposta a todos aqueles que lamentam a falta de tempo em suas vidas, seja pelo excesso de atividades, seja pela eventual falta de métodos eficazes para lidar com elas. A agenda combina conhecimento e práticas, para que o tempo possa ser usado de maneira mais equilibrada e mais produtiva, dentro de uma abordagem mais orgânica, menos mecanicista.

A filosofia central do curso é a construção de relações mais integradoras da pessoa consigo mesmo, com os outros e com a natureza. É composto por Vídeo-Aulas com exposições e relatos sobre o assunto, testes e exercícios, oportunidade para reflexão sobre os temas propostos e muitas dicas e sugestões para melhorias.

Entre outros materiais disponibilizados pelo programa, os alunos receberão cópia digital do livro "Tempo Orgânico" e Apostila com os conteúdos mais relevantes do livro "Uma Questão de Tempo".

Clique aqui para informações e inscrição. 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Tempo de Natal, um bom presente

Para alguns, é tempo de acelerar. O ano está acabando, há metas há cumprir na empresa; há ainda uma extensa lista de presentes para comprar em shoppings que vão ficando intransitáveis; há dúvidas sobre o réveillon, com quem vai passar, onde vai ser; há um monte de coisas pendentes a se resolver com urgência, para as viagens de férias que se aproximam. 

Para outros, é tempo de adesão ao movimento slow food: as divertidas (e sem pressa) comemorações com os amigos de várias tribos (como se multiplicam!); as festas natalinas em família ou entre amigos, na véspera e o dia seguinte, em torno de uma mesa que se espera diferente do restante do ano, ainda que quase igual à dos anos passados; mesmo quando somos obrigados a nos dividir, pelas natural evolução das famílias, cada encontros tende a ser prolongados e curtido, dentro das possibilidades de cada um.

Para outros, ainda, é tempo de mobilização para fazer o bem, dar atenção e carinho a quem necessita; de entender o que falta e onde falta e compartilhar isto com mais gente, para que a solidariedade se expanda e se torne concreta e ainda mais justa.

Para uns, enfim, é tempo de ficar ocupado, seja com seus próprios afazeres, seja com os afazeres dos outros; para muitos, é tempo de fazer menos, dar uma pausa, refletir, desacelerar.

Para todos, este tempo é oportunidade para um encontro consigo mesmo, a chance para balanço, sempre bem vindo, sobre o sentido de tudo que estamos vivendo e aonde queremos chegar. Estas últimas duas semanas do ano são, tudo somado, um bom momento para nos presentearmos com algo muito especial: pensar sobre nosso Tempo.

Foto: http://www.dreamstime.com  Ref: 11041382

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Não deixe o stress lhe queimar

No ótimo artigo “Executivos no limite, riscos para os negócios”, publicado semana passada no jornal O Globo, o medico Gilberto Ururahy faz nos faz um duro alerta com relação ao stress nas empresas. Correndo atrás de metas organizacionais cada vez mais agressivas e difíceis de serem alcançadas, muitos executivos estão chegando “a um grau de exaustão física e emocional que pode levar à depressão e até o suicídio”, que é diagnosticado como Síndrome de “Burnout” (“queimar por inteiro”).

Segundo estudos da Universidade de Brasília, 70% da população brasileira sofrem de stress crônico e desse total, 30% apresentam Burnout, comenta Ururahy. É muita gente!!!! No ambiente corporativo , o stress é a resposta do indivíduo à pressão permanente das metas, aos riscos das tomadas de decisão, às exigencias de clientes, à disputa com concorrentes e mesmo à insegurança de perder o emprego.

Como não conseguem administrar seu tempo em meio a tantas prioridades que concorrem entre si, sucumbem ao stress. As consequencias para as empresas são claras: improdutividade, afastamentos e custos de doenças, riscos de decisões mal feitas.

E para as pessoas? Este alto nível de stress além de trazer doenças, traz uma estranha sensação de não felicidade.

Como questiono no livro Tempo Orgânico, estamos vivendo mais (expectativa de vida), mas sera que estamos vivendo melhor? Atrás de que estamos correndo com tanta voracidade?

O IBGE nos informa que mais da metade da nossa população sofre de doenças cronicas (cardiovasculares, diabetes, dores nas costas e articulações, cancer, etc. ). A Organização Mundial de Saúde (OMS) nos revela que, até 2030, a depressão sera a doença de maior incidência no mundo. É para isso que estamos (sobre)vivendo?

Minha sugestão é prestarmos MUITA atenção, mas MUITA mesmo, na maneira como estamos usando – e gerindo- nosso tempo. Que objetivos temos de fato, nos nossos diferentes papéis? Que estratégia pensamos usar para chegar neles? Sob a ótica do tempo, quais são as relações que (man)tempos conosco, com as outras pessoas e com o ambiente que nos cerca? Estamos conscientes e de fato plenamente presentes em cada momento da vida?

Enfim, muitas perguntas que sinalizam apenas para uma questão: não dá para seguir adiante à mercê deste stress endêmico de que nos fala Ururahy em seu artigo. Não é justo e, a meu ver, não é necessário deixarmos queimar o que temos de melhor dentro de nós. É hora de uma séria, profunda e criativa reflexão sobre isso.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Quatre-vingts - A arte de fazer 80 anos









O texto abaixo, de autoria de Washington Luiz Bastos Conceição, foi publicado em seu blog "Escritos do Washington" , apenas com o Quatre-vingt no título. Optamos por adicionar o "Arte de fazer 80 anos", pois foi assim que sentimos o texto.   

A quem interessa saber se alguém está completando 80 anos?

Aos seus parentes e amigos, parece-me. Os conhecidos, que em geral se mostram surpresos, com sinceridade ou não, dão pouca atenção ao assunto. Destes, serão exceções, provavelmente, aquelas pessoas que estão se aproximando dessa idade e passam a se preocupar mais com o que lhes reservarão os próximos anos.
Mas o próprio, o aniversariante, fica impressionado, pois sabe que, mesmo com o aumento significativo da expectativa de vida nos últimos anos, já passou da média, já está usando o lucro, a colher de chá do Todo-Poderoso.

Pois bem. O preâmbulo é para lhes contar que este mês estou entrando no time dos oitenta; com sentimento mesclado de admiração, preocupação, curiosidade, e com a sensação de que não está acontecendo comigo. Eu, um octogenário, incorporando a imagem que eu mesmo via dos mais velhos, há tão pouco tempo?

Não resisti, quis comentar o assunto com vocês, os poucos (porém atenciosos) leitores de meus escritos.
Oitenta, assim de repente, parece um número pesado.
Só que essa idade não chegou de repente, a velhice não se instala de vez; vai progredindo lentamente, sub-repticiamente, impondo novas restrições físicas, exigindo manutenção e revisões médicas com mais frequência (às vezes requerendo peças de reforço); e, ainda, solapando a memória. Enfim, é todo um processo que se desenvolve após o ápice da forma física, mais ou menos quando se atinge o que se convencionou chamar meia-idade.

Venho pensando, já faz algum tempo, nas várias fases da vida, pelas quais passamos, desde a infância até a velhice. Agora, entretanto, o novo patamar de idade me impressionou e me fez pensar em outra maneira de ver o número – e lembrei-me dos franceses, que não falam oitenta, mas sim quatro vintes, “quatre-vingts”. Ocorreu-me, então, que ao chegar aos oitenta, podemos considerar, por exemplo, que passamos por quatro fases de vinte anos. Nos primeiros vinte, vivemos o desenvolvimento físico e mental, adquirimos as bases do conhecimento. Nos vinte seguintes, a formação e as atividades profissionais, a constituição da família, a inserção na sociedade, o aprimoramento físico e mental. Dos quarenta aos sessenta, a maturidade, o apogeu profissional, o encaminhamento e a emancipação dos filhos. Dos sessenta aos oitenta, com a meia-idade, a adaptação às novas condições físicas, a passagem profissional do bastão e, com a aposentadoria, a ampliação do tempo de lazer; deste, é parte importante e muito agradável, para quem tem o privilégio de ganhar netos, o acompanhamento ao máximo de sua evolução.

Portanto, estou, na realidade, completando os “quatre-vingts”.
E agora, Washington?

Agora, é tratar da vida que me resta, começando por planejá-la.

Estimulado pelo livro “Tempo Orgânico”, do amigo Álvaro Esteves, estou ensaiando um plano de aperfeiçoamento de vida, a partir da visão de como desejo estar dentro de uns três anos, envolvendo saúde, residência, atividades diárias (incluindo o trabalho de escrever), relações sociais e lazer. A partir dessa visão (ou objetivo) que providências tenho de tomar em todas essas áreas para que eu consiga chegar lá nas condições esperadas.

Na verdade, é uma agenda semelhante às dos projetos com que lidei no trabalho a vida inteira. A diferença é que se trata agora de minha vida, nesta nova fase, e que eu tenho de controlar o projeto e não ficar apenas nas boas intenções de ano novo. Espero atingir as metas do plano.

Washington Luiz Bastos Conceição
(http://washingtonconceicao.blogspot.com.br)

domingo, 16 de setembro de 2012

As crises fabricadas por quem gosta de empurrar com a barriga

Tem gente que não tem jeito. Teima em ser “bombeiro” para apagar "incêndios", que ela mesmo provoca. E aí, tem a gratificação de posar de herói, de “salvador da pátria”, conseguindo “olimpicamente” resolver complexas e urgente situações que haviam sido geradas pelo próprio comportamento de procastinador e mau planejador do tempo. Muitos trabalham no modo "combate a incêndio" convencidos de que a adrenalina tem de estar presente.

O procastinador bombeiro usa muitos subterfúgios. Um dos favoritos é o comando de “seja perfeito”. Como tem de fazer tudo de forma irrempreesível, vai esperando o bloco de tempo suficientemente grande para agir de acordo com a necessária perfeição. Como este bloco nunca aparece, ele acaba empurrando com a barriga e tudo desemboca num monumental problema que toma indevidamente o tempo de muita gente .

E, em meio à crise obtém sempre muita atenção para o que fazem. Ficando no centro do palco, sob as luzes coloridas dos refletores, essas pessoas se sentem importantes . É gente que muitas vezes chega cedo e sai tarde do escritório, ou são donas de casa que se “descabelam” e se estafam por deixar para última hora certas atividades que poderiam ter sido feitas semanas antes. Mas assim ninguém saberia das suas façanhas e dificuldades. Há também o estudante que consegue, no último exame do ano, aquela nota difícil necessária para não repetir o ano ou ficar de recuperação. Vira herói diante dos pais e colegas.

Brook e Mullins dão uma receita interessante de como lidar com estes geradores crônicos de crises:

1. Avalie direito - já que as crises são fabricadas, sua importância e urgência provavelmente são menores do que o gerador de crises nos teria feito acreditar. Não se deixe levar pelas evidências. Todo cuidado é pouco.
2. As emoções do incêndio não são as suas - portanto você não precisa compartilhá-las como o gerador. A crise e o prazer de se envolver nelas pertence a ele.
3. Leve em conta a hipótese da existência de crises fabricadas - se você trabalha ou vive com uma pessoa dessas, faça seus planos assumindo que os incêndios virão e preveja o que você pode fazer para antecipar-se a eles e minimizar seus efeitos .
4. O combate a incêndios fabricados é uma forma dispendiosa (em termos de tempo, recursos e desgastes emocionais) e portanto não recompense este comportamento com qualquer gratificação objetiva ou subjetiva. Mostre os outros aspectos vantajosos de não se viver em crises.

E se o gerador de incêndios for você? Aí a coisa muda de figura. É preciso se conscientizar de alguns pontos importantes :
- Sua reputação por ser organizado e competente lhe trará maior confiabilidade do que insistir em ser herói o tempo todo. As pessoas acabam desconfiando desse comportamento e se cansam de gastar sua adrenalina.
- As crises constantes caem na paisagem. As pessoas aprendem a não dar destaque ou atenção a elas. Se pedir ajuda com menos frequência terá muito mais apoio quando o precisar, numa situação de incêndio verdadeiro.
- As crises fazem mal à saúde- seu físico e seu emocional são abalados por excessiva exposição ao stress e à tensão.
- Procure outro tipo de gratificação pessoal - amplie seus hobbies, seus contatos externos. Concentre-se nos seus objetivos maiores na vida os encare como a maior das gratificações quando alcançada.

domingo, 2 de setembro de 2012

Tempo fatiado: você está contando o seu?


Esta história do fatiamento do processo do mensalão – que se revelou uma estratégia ao mesmo tempo didática para os leigos que acompanham o processo e eficaz para julgamentos que até aqui têm se mostrado consistentes – me trouxe a lembrança do fatiamento do tempo.

Mas, ao contrário do ritmo lento e das fatias enormes de cada análise no Supremo, em nossas vidas, cada vez menos nos damos conta de como fragmentamos o dia em mínimos pedaços. E acabamos perdendo a consciência das duas consequências dessa realidade. Por um lado, não contabilizamos a enorme quantidade dessas pequenas coisas que fazemos e acabamos frustrados, sempre reclamando que não dá tempo para nada. Por outro lado, vamos deixando de ter sensibilidade para separar aquilo que de fato é relevante do que é tempo jogado fora, nesses fragmentos que vão se sucedendo, e ficando para trás, um dia após o outro.

Não tenho a menor dúvida que as oportunidades para termos mais tempo aplicado no que é IMPORTANTE passam exatamente por este “varejão” de segundos e minutos e a nossa maneira de lidar com eles. Por trás de cada fatia, grande ou milimétrica, está sempre envolvida uma decisão nossa ao optarmos por uma atividade ou por outra. 

Grande parte dessas decisões passa despercebida, por exemplo, ao desviarmos nosso olhar para um SMS – ou uma postagem de FB - em meio a uma tarefa que demandaria concentração absoluta para ser concluída com eficácia.  Ou quando estamos multiprocessando informações, em casa, tudo "ao mesmo tempo", com a TV ligada, falando ao telefone, respondendo e-mails no computer ou iPad, ligados nas mensagens no smartphone e passando os olhos numa revista ou jornal. Tudo isso enquanto a panela está no fogo ou outra atividade “analógica” está em curso. 

É claro que o cérebro só dá atenção dedicada a uma coisa de cada vez, mas o fatiamento vai se multiplicando, se acelerando, nos “desgastando” e às vezes nos estressando, sem nos darmos conta disso. E isto impede que possamos fazer um inventário “completo” das mil pequenas ações que fizeram parte do nosso dia, o que nos daria uma sensação gostosa de realização. Possivelmente, uma boa parcela dessas "mil coisas" pudesse simplesmente não ser feita, gerando blocos de tempo maiores para recuperarmos aquelas atividades que requerem de fato maior atenção e reflexão. Aquelas que tanto reclamamos nunca ter tempo para fazê-las.      

Fonte da Foto: http://forum.xda-developers.com/showthread.php?p=25123872