quarta-feira, 6 de março de 2013

TEM TEMPO SOBRANDO NAS AVENTURAS DE PI


É curioso. Uma das produções mais premiadas este ano por seus efeitos visuais - inclusive o Oscar- não tem o ritmo frenético dos filmes de ação ou ficção, que costumam usar e abusar desses recursos.

O tempo custa a passar para o jovem Pi, o personagem central da trama. Náufrago, perdido no Oceano Pacífico na companhia de seus medos e de um tigre, Pi tem que fazer um esforço às vezes sobre-humano para fazer o tempo passar.  É uma luta contra a monotonia, só quebrada pelos embates no interior do bote, nos inevitáveis enfrentamentos com o Richard Parker, o felino de nome tão desconcertante. Aí, o "bicho pega" (literalmente) e as cenas são de fato de arrepiar.

Mas, na maior parte da história, PI tem que usar toda sua criatividade, inteligencia, resistência física, psicológica, espiritual e sobretudo sua capacidade de aprender. Tudo para manter seu cérebro ativo e focado na sobrevivência, não se rendendo aos seus temores, nem ao lento passar das horas, minutos e segundos.

Para quem vive estressado, acelerado e reclamando que não tem tempo para nada, não deixa de ser uma lição importante estas percepções contrastantes. E não é preciso virar náufrago para sentir na pele esta outra perspectiva do tempo. Quem já teve que ficar internado num hospital - ou acompanhou de perto uma pessoa que passou por isso - sabe do que estou falando: o tempo custa muito a passar, mostrado que, de fato, este ritmo frenético hoje dominante na sociedade é algo muito relativo. Ou seja, isto tem jeito.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

É Carnaval: o túnel do tempo!!!

O Carnaval é uma espécie de túnel do tempo. Ele possibilita que "representantes" de épocas completamente distintas se encontrem, se reúnam, dancem, cantem e bebam juntos e até se amem. A maioria vem do passado, como gregos, fadas, piratas, princesas, gladiadores, ciganas, vampiros, egípcios, anjos, índios ou presidiários. Um ou outro chega mais de mais perto, dos anos 60 ou 70, hippies retrôs, Marilyns, Rauls (ou Elvis). Alguns vêm do futuro, super-heróis ou personagens de filmes.

Na maioria dos casos, nem sempre fica claro de onde o ou a “viajante” está chegando, com poucos elementos que o identifiquem. Um par de chifrinhos, ou uma coroa na cabeça, por exemplo, não deixam claro de que época vem o candidato ou candidata a diabrices ou reinações. Um chapéu de malandro ou uma tuta de bailarina traz o mesmo problema.

E os profissionais? Bombeiros, policiais, médicos e enfermeiras, devidamente estilizados, não costuma ser reveladores de que tempo chegaram. Os animais, muito menos: gatinhas, borboletas, joaninhas, ursos, cães e tantos outros bichos raramente declaram de que ano escaparam.

Muitos estão e ficam mesmo no presente, cronistas do que anda se passando pela cidade, pelo país, pelo mundo afora.

O bom no Carnaval, este carnaval de rua que não para de crescer, é que, em geral, não há pressa, independente das origens de quem entra nesta "máquina do tempo". Vai todo mundo seguindo (ou parando), mais ou menos no mesmo ritmo, tentando sincronizar gestos e passos. A pressa às vezes costuma chegar quando de trata de sincronizar outras coisas, como beijos, abraços e assim por diante. Aí tudo se acelera, movida pela adrenalina dos combustíveis, quando estes se acumulam, muitas vezes acima do que seria razoável.

Mas é Carnaval. Este túnel do tempo em que nem sempre as coisas se explicam e quase nunca se precisa justificar. Coisa boa!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

QUEIXAS (Ricardo Mendes)



“Vida é aquilo que acontece a você enquanto está ocupado fazendo outros planos” (John Lennon)

Reflito por instantes antes de fazer a pergunta em voz alta. “O que é preciso para que uma ação tenha início?” Se recorresse à Física Mecânica, diria que a ação se inicia quando a força da inércia cede à força do movimento. Fico pensando em minha própria resposta. Como seria o mundo se a força da inércia vencesse o cabo de guerra com a força do movimento?

Não preciso ir muito mais longe, já é possível concluir: a vida é o próprio movimento. E como todo movimento, acontece numa direção e num sentido. No caso da vida não é diferente. Ela se move para frente. E nós, para onde nos movemos? Lembro da história do índio que depois de sua primeira viagem de trem permaneceu sentado nos trilhos por mais algum tempo esperando a sua alma chegar. Porque será que o índio simplesmente não seguiu os demais passageiros? Que necessidade tinha ele de unir o corpo e a alma antes de ir adiante?

Este texto também se move para frente, embora vez por outra eu passe os olhos em seu início para me assegurar que não perdi o rumo. Da mesma maneira, antes de tomarmos decisões importantes em nossas vidas, olhamos para o percurso que fizemos, para o que nos ajudou, para o que deu certo, para o que nos surpreendeu, antes de definir o caminho. Mas este olhar panorâmico para trás não tem por objetivo reformular nada. Trata-se, antes de tudo, de rememorar.

Quando estou aqui, agora, do jeito que sou, não tenho outra possibilidade, a não ser, ser quem sou. Neste momento não posso ser outro ou de outro modo. Neste exato momento, sou absolutamente o resultado de tudo aquilo que veio antes, do jeito que foi. Se permanecer em movimento, no futuro serei outro. Isso é o que sei, nada mais. Mas se não estou satisfeito com quem sou hoje, significa que não estou de acordo com o que veio antes. Neste caso, olho para trás com um olhar crítico e reparador. E quanto mais intenso é o olhar crítico e reparador, mais os meus olhos se fixam no que passou e se ausentam do presente. Acontece que quando me distancio do presente, o verdadeiro lugar da ação, me eximo também de influir no futuro, ou seja, em última análise, o resultado do olhar inconformado para o passado é a sua própria perpetuação.

Em nossas vidas, damos o nome de queixas a este tipo de olhar. As queixas, subtraem a nossa presença e retardam a ação. Evitam que tomemos responsabilidade sobre os nossos atos e, sobretudo, sobre as conseqüências deles. Se me recuso a agir, poupo-me das conseqüências das minhas ações, estou sempre em busca de um responsável que me ajude a permanecer na inércia. O culpado é o maior aliado de quem não deseja agir e arriscar-se.

O olhar crítico carece de humildade e distanciamento. Somos, neste planeta, bilhões de críticos em potencial, todos com o mesmo direito de perceber o mundo a partir da sua própria ótica, não há como existir um mundo unânime que satisfaça a todos. A diversidade é, mais uma vez, a constatação da infinita criatividade da Grande Alma. A humildade, neste aspecto, é reconhecer a grandeza daquilo que nos enreda e continuar caminhando. É abdicar da lógica a partir do próprio umbigo e confiar que há de existir uma outra muito mais complexa. É entregar-se à vida como ela lhe é entregue a cada manhã.

Quando abrimos mãos das queixas podemos seguir a vida em tempo real, por inteiro e, de fato, não temos nada a perder. Concordemos ou não, a verdade é que ela seguirá seu fluxo irresistível. Estejamos nela ou não.

Quando escolhemos nos queixar do passado, os pais tornam-se os grandes responsáveis por todas as falhas. Eles são a matriz, a fonte, a única possibilidade de encarnação de algo tão impalpável quanto o passado. Melhor, eles reagem aos nossos pleitos, importam-se, interagem, diferentemente do passado que apenas nos observa impávido. A verdade é que, graças à idéia de que os pais são imperfeitos, ganhamos tempo antes de saber se queremos de fato nos arriscar a viver e assumir responsabilidades. Enquanto isso, escondemo-nos sob a sombra de sua grandeza.

Este texto foi publicado originalmente no blog IRALEM (http://www.iralem.com)

O autor, Ricardo Mendes é economista e pós-graduado em Marketing pela PUC RJ, tendo atuado por muitos anos como consultor e dirigente de sua empresa de comunicação. 
É um experiente Arteterapeuta e Constelador Familiar. É também ator (CAL), escritor e fotógrafo e autor dos livros "Tatuagem" (1987), "Santiago de Compostela, os 8 Portais do Caminho"(2002) e "Andando em Círculos, as Pedras Milenares e o Caminho da Tríplice Espiral"(2004).

sábado, 5 de janeiro de 2013

Curso Online traz nova abordagem para Administração do Tempo

Depois da publicação do livro Tempo Orgânico, nosso maior propósito no tema era criar um curso acessível, que pudesse ser disponibilizado de forma abrangente em todo o Brasil. Através do amigo João Henrique Areias - ele próprio em fase de produção de um ótimo curso online de Marketing Esportivo - fui apresentado à equipe do PreparaOnline, uma dinâmica e bem estruturada organização especializada em Ensino à Distância.

Foi uma experiência muito enriquecedora. No primeiro momento, o desafio era fazer uma fusão dos conteúdos de meus dois livros sobre Administração do Tempo, de modo a atualizar e balancear aspectos conceituais e práticos sobre o assunto. O segundo passo foi o planejamento e estruturação dos Módulos e Video-Aulas que compõem o programa, já contando com o apoio pedagógico da PreparaOnline, que também atuou na formatação dos slides e na criação de toda a parte visual dos materiais.  Depois, a divertida etapa de gravação das aulas em vídeo, ambientadas num belo cenário   tematizado.  
O Curso
Visa oferecer uma resposta a todos aqueles que lamentam a falta de tempo em suas vidas, seja pelo excesso de atividades, seja pela eventual falta de métodos eficazes para lidar com elas. A agenda combina conhecimento e práticas, para que o tempo possa ser usado de maneira mais equilibrada e mais produtiva, dentro de uma abordagem mais orgânica, menos mecanicista.

A filosofia central do curso é a construção de relações mais integradoras da pessoa consigo mesmo, com os outros e com a natureza. É composto por Vídeo-Aulas com exposições e relatos sobre o assunto, testes e exercícios, oportunidade para reflexão sobre os temas propostos e muitas dicas e sugestões para melhorias.

Entre outros materiais disponibilizados pelo programa, os alunos receberão cópia digital do livro "Tempo Orgânico" e Apostila com os conteúdos mais relevantes do livro "Uma Questão de Tempo".

Clique aqui para informações e inscrição. 

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Promessas de Ano Novo. De novo?


De repente, a gente se dá conta de que o ano está terminando. É o momento em que muitos se lembram de fazer planos e promessas. Bem, nem todo mundo. Há os que seguem o "velho" conselho do Zeca Pagodinho, de "deixar a vida me levar". É uma!!

Mas acho que a maioria, ainda que acabe deixando a vida lhe levar, arrastado pelas pressões do dia-a-dia, faz algum tipo de "balanço anual". Mesmo que este dure poucos segundos durante a contagem regressiva da virada do ano:

- "Ai meu Deus do Céu, este ano bem que poderia nem ter existido!!!!"

Alguns são bastante genéricos, na hora de pensar no que vem pela frente: um novo amor, muito dinheiro, emagrecer, finalmente passar em um concurso público, mais saúde, outro emprego, fazer exercícios, etc.

Outros, capricham nos detalhes: preenchem folhas e mais folhas, especificando mês a mês, semana a semana, o que precisará fazer de concreto no futuro imediato.

Qual o certo? Qual funciona melhor? Lamento, mas nessa hora, não há fórmulas mágicas, nem regras rígidas. Isto tem muito a ver com a personalidade e o estilo de cada um.

Mas aí vão alguns pontos que eventualmente podem ajudar:
- É sempre útil avaliar o passado realisticamente e aprender com erros e acertos. Isto nos faz melhorar e amadurecer.
- O que nos fez mais feliz no ano que passou? Como replicar e ampliar estes momentos?
- Seja sincero com os "velhos" desejos não realizados. O que falta para colocá-los em prática? Continuam fazendo sentido, neste momento?
- Não tenha mais do que uma meia dúzia de metas. É o que provavelmente vai dar para administrar em meio às mudanças e coisas inesperadas que vão aparecer ao longo do caminho.
- É sempre bom registrar estas metas em algum lugar, para "gerencia-las" melhor.

Fazer planos é uma atitude saudável. Certamente melhor do que "entrar em campo", novamente, sem direção, onde o risco é você usar seu tempo a serviço dos planos dos outros. Não se preocupe se vai conseguir atingir todas as metas ou não. O importante é ter uma direção, um guia que ajude neste mundinho cada vez mais cheio de surpresas.

Feliz Ano Novo!


Foto: http://www.melhorpapeldeparede.com/images/ano_novo-4908.htm


         

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Tempo de Natal, um bom presente

Para alguns, é tempo de acelerar. O ano está acabando, há metas há cumprir na empresa; há ainda uma extensa lista de presentes para comprar em shoppings que vão ficando intransitáveis; há dúvidas sobre o réveillon, com quem vai passar, onde vai ser; há um monte de coisas pendentes a se resolver com urgência, para as viagens de férias que se aproximam. 

Para outros, é tempo de adesão ao movimento slow food: as divertidas (e sem pressa) comemorações com os amigos de várias tribos (como se multiplicam!); as festas natalinas em família ou entre amigos, na véspera e o dia seguinte, em torno de uma mesa que se espera diferente do restante do ano, ainda que quase igual à dos anos passados; mesmo quando somos obrigados a nos dividir, pelas natural evolução das famílias, cada encontros tende a ser prolongados e curtido, dentro das possibilidades de cada um.

Para outros, ainda, é tempo de mobilização para fazer o bem, dar atenção e carinho a quem necessita; de entender o que falta e onde falta e compartilhar isto com mais gente, para que a solidariedade se expanda e se torne concreta e ainda mais justa.

Para uns, enfim, é tempo de ficar ocupado, seja com seus próprios afazeres, seja com os afazeres dos outros; para muitos, é tempo de fazer menos, dar uma pausa, refletir, desacelerar.

Para todos, este tempo é oportunidade para um encontro consigo mesmo, a chance para balanço, sempre bem vindo, sobre o sentido de tudo que estamos vivendo e aonde queremos chegar. Estas últimas duas semanas do ano são, tudo somado, um bom momento para nos presentearmos com algo muito especial: pensar sobre nosso Tempo.

Foto: http://www.dreamstime.com  Ref: 11041382

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

DIREITO AO DELÍRIO (Eduardo Galeano)



Neste vídeo "histórico", o escritor uruguaio Eduardo Galeno nos brinda com este DIREITO AO DELÍRIO, a partir da definição do que é e pra que serve a UTOPIA, do cineasta argentino Fernando Berri.

CLIQUE AQUI  para assistir ao vídeo (http://www.youtube.com/embed/rpgfaijyMgg)

Foto: El Clarin

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Compartilhar vivências é uma ótima forma de se usar o tempo

“...Tudo o que é compreendido, circula; sai de mim e existe entre nós. Faz parte de círculos e fluxos de pessoas. Toda a verdade
que é só minha não é de ninguém, nem mesmo minha. Todo o saber é partilha e todo o imaginário de ideias e de pequenos ou grandes ideais de vida vale não apenas pelo conteúdo, mas pela quantidade de vozes que foram aos poucos construindo.”  (CARLOS RODRIGUES BRANDÃO)

Esta reflexão foi retirada do mais recente "Caderno Arte de Educar", que está sendo lançado esta semana. Ele apresenta "UMA EXPERIÊNCIA COMPARTILHADA NA CONSTRUÇÃO DE TERRITÓRIOS DE APRENDIZAGEM", onde , mais uma vez a organização nos mostras como os processos de aprendizagem se enriquecem quando alunos e professores, comunidade e atores da sociedade, educação e cultura se dão as mãos.

Saiba mais sobre a Casa da Arte de Educar em  www.artedeeducar.org.br
Compartilhar conhecimento e experiências é uma maravilhosa e produtiva maneira de se usar o tempo. 

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Não deixe o stress lhe queimar

No ótimo artigo “Executivos no limite, riscos para os negócios”, publicado semana passada no jornal O Globo, o medico Gilberto Ururahy faz nos faz um duro alerta com relação ao stress nas empresas. Correndo atrás de metas organizacionais cada vez mais agressivas e difíceis de serem alcançadas, muitos executivos estão chegando “a um grau de exaustão física e emocional que pode levar à depressão e até o suicídio”, que é diagnosticado como Síndrome de “Burnout” (“queimar por inteiro”).

Segundo estudos da Universidade de Brasília, 70% da população brasileira sofrem de stress crônico e desse total, 30% apresentam Burnout, comenta Ururahy. É muita gente!!!! No ambiente corporativo , o stress é a resposta do indivíduo à pressão permanente das metas, aos riscos das tomadas de decisão, às exigencias de clientes, à disputa com concorrentes e mesmo à insegurança de perder o emprego.

Como não conseguem administrar seu tempo em meio a tantas prioridades que concorrem entre si, sucumbem ao stress. As consequencias para as empresas são claras: improdutividade, afastamentos e custos de doenças, riscos de decisões mal feitas.

E para as pessoas? Este alto nível de stress além de trazer doenças, traz uma estranha sensação de não felicidade.

Como questiono no livro Tempo Orgânico, estamos vivendo mais (expectativa de vida), mas sera que estamos vivendo melhor? Atrás de que estamos correndo com tanta voracidade?

O IBGE nos informa que mais da metade da nossa população sofre de doenças cronicas (cardiovasculares, diabetes, dores nas costas e articulações, cancer, etc. ). A Organização Mundial de Saúde (OMS) nos revela que, até 2030, a depressão sera a doença de maior incidência no mundo. É para isso que estamos (sobre)vivendo?

Minha sugestão é prestarmos MUITA atenção, mas MUITA mesmo, na maneira como estamos usando – e gerindo- nosso tempo. Que objetivos temos de fato, nos nossos diferentes papéis? Que estratégia pensamos usar para chegar neles? Sob a ótica do tempo, quais são as relações que (man)tempos conosco, com as outras pessoas e com o ambiente que nos cerca? Estamos conscientes e de fato plenamente presentes em cada momento da vida?

Enfim, muitas perguntas que sinalizam apenas para uma questão: não dá para seguir adiante à mercê deste stress endêmico de que nos fala Ururahy em seu artigo. Não é justo e, a meu ver, não é necessário deixarmos queimar o que temos de melhor dentro de nós. É hora de uma séria, profunda e criativa reflexão sobre isso.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Sumário do Livro Tempo Orgânico


Atendendo a pedidos, publicamos abaixo o conteúdo do livro: 

Prefácio – Ricardo Young
Prólogo - Tempo e vida sustentável de mãos dadas

Parte 1 – Reflexões sobre um tempo saturado

Capítulo 1 - A saturação do tempo: não dá pra fazer
tudo que queremos

Em busca do paraíso perdido
Não tenho tempo pra nada
Aceleração: porquinhos, olimpíadas e tempo real
Saturação: mais é melhor
Voracidade: atrás da última novidade
Ansiedades e frustrações
Tudo ao mesmo tempo agora
Quem está doente, afinal
Hora para estar feliz

Capítulo 2 - A saturação do planeta: não dá pra
continuar deste jeito

Onde vai terminar essa paixão por crescimento?
Outra avaliação de desenvolvimento
Algo de estranho no reinado do PIB
O Estado do Mundo é preocupante, sim
Casamento em Schan-Xi
Quantas Havaianas você tem?
Tendência não é destino
A leveza de ser sustentável

Capítulo 3 - Uma pequena viagem no tempo 
De nômades a sedentários: no compasso da natureza
O homem se liberta do sol
A ditadura dos relógios
Nem Einstein nem ninguém
Façamos como a ciência: de olho na natureza
Relógios muito particulares

Capítulo 4 - O Tempo Orgânico 
O Papalagui não tem tempo
Acordando para o tempo orgânico
As raízes do Tempo Orgânico
A estruturação do Tempo Orgânico
Mudança de hábitos: difícil, mas necessária e possível

Parte 2 – Dando vida ao Tempo Orgânico 
Capítulo 5 - Como sistematizar o Tempo Orgânico 
A vida sem roteiro?
Simples de entender, mas sempre acaba em pizza
O que todos estão cansados de saber
Pensar no futuro: visão, metas e desejos
Organizar o tempo: prioridades, registros, controles
Lidar com as barreiras e dificuldades
A Mandala do Tempo Orgânico

Capítulo 6 - Você com você mesmo 
Água e pensamentos
Um salto quântico para o Tempo Orgânico
Pensar no futuro
O gênio da lâmpada
O futuro é parceiro do presente
Discípulos de Nostradamus?
Noite escura no Tijupá
O Banco do Tempo
Sem prazo fica mais difícil
Estabelecer prioridades: os quatro quadrantes
O ter versus o ser
Medo, prazer e dor: programações do passado
Boas maneiras de se jogar tempo fora
Tecnologia de comunicação: o feitiço contra o feiticeiro?
Outras pequenas dicas sobre desperdícios & etc.
Você o protagonista

Capítulo 7 - Você e os outros 
Vamos jogar frescobol?
Interdependência
Pensar no futuro
Sinergia
Organizar o presente
Tempos compartilhados
Você me dá a receita?
O e-mail já era?
Lidar com barreiras
O perigoso território das comunicações
Saber ouvir, saber perguntar: de olho em quem sabe
Lições dos índios: fala um de cada vez
Conflitos
Diversidade e compaixão: ingredientes do tempo orgânico
Você e os outros no contexto das empresas
Duas ótimas metodologias de trabalho em grupo
Conference calls: reuniões em ritmo virtual
Ecologia das horas

Capítulo 8 - Você e o ambiente que o cerca 
Aplaudindo o por do sol
Pensar no futuro
Hora de repensar tudo
O relógio do longo agora
Organizar o presente
Se não eu, então quem? Se não agora, então quando?
Mas já não tem gente pensando nessas coisas todas?
Empreendedores sociais: todo mundo pode mudar o mundo
Um enorme exército em potencial
Novas pegadas
Aprendizes de formiguinhas
Lidar com as barreiras
O nó do consumismo (ir)responsável
Outro voluntariado: pela simplicidade
Investimentos com bom retorno

Capítulo 9 - O cultivo do Agora Slow food em New Jersey
Agora: um manifesto
Respiração, a grande coadjuvante
Bonsais, conchas e Aikidô
A velocidade do Agora
Desacelerando até o momento presente
Brincar de Deus
Sabá
Medito, logo existo
Agora é hora da criação
É brincadeira!

Epílogo 
Tao da sustentabilidade
Ecosofia: as três ecologias
Reinventar-se é preciso
Os ritmos da vida
Pixels, sustentabilidade e colchas de retalhos

Notas 

Bibliografia